Missão se prepara para resgatar refém das Farc

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) devem libertar hoje o sargento do Exército Pablo Emilio Moncayo, em poder dos rebeldes há 12 anos. Caso se confirme a libertação, sobrarão ainda 20 agentes de segurança cativos das Farc, entre eles Libio José Martínez, que caiu em poder dos guerrilheiros no mesmo dia que Moncayo: 21 de dezembro de 1997.

AE-AP, Agência Estado

30 de março de 2010 | 13h17

Uma missão humanitária, encabeçada pela senadora Piedad Córdoba, dois delegados do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e pelo monsenhor Leonardo Gómez, deve partir nesta tarde de Florencia, a bordo de um helicóptero militar do Brasil. A aeronave seguirá para um ponto não divulgado e resgatará o militar. No helicóptero estarão seis militares brasileiros, que auxiliam na logística da operação.

Moncayo tornou-se refém das Farc após um ataque dos rebeldes a um posto de comunicações do Exército, a 3.800 metros de altitude, em Cerro Patascoy, no departamento (Estado) de Nariño, a sudoeste de Bogotá. No ataque morreram pelo menos dez militares e outros 20 foram detidos pelos guerrilheiros, que soltaram em 2001 a maioria deles. Ficaram detidos apenas Moncayo e Libio José Martínez, um sargento hoje com 33 anos.

Ao chegar na segunda-feira ao aeroporto de Florencia, Gustavo Moncayo, pai do militar, disse que a família estava ansiosa pelo reencontro. "Com muito carinho esperamos por mais de 12 anos", lembrou ele.

As Farc anunciaram, em abril de 2009, que libertariam unilateralmente Moncayo, em sinal de agradecimento pelo trabalho da senadora em favor da paz. Em junho, os insurgentes anunciaram também a libertação do soldado Josué Daniel Calvo, detido em abril de 2009, no sul do país. Calvo, de 23 anos, foi solto no domingo.

Piedad disse que a libertação dos dois militares serão as últimas unilaterais e agora a guerrilha quer negociar a troca de reféns por rebeldes presos. O governo do presidente Álvaro Uribe se opõe às trocas, uma antiga exigência dos insurgentes, a menos que as Farc garantam que os presos liberados irão abandonar a luta armada.

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