Mísseis lançados contra avião israelense podem ser da Al-Qaeda

Os mísseis terra-ar usados contra o Boeing 757 da companhia aérea israelense Arkia provavelmente pertenciam ao mesmo lote dos usados pela Al-Qaeda em um ataque contra aviões dos Estados Unidos na Arábia Saudita, informaram fontes do Pentágono. "Isto certamente aponta na direção de uma possível ligação com a Al-Qaeda", disse um oficial do Departamento de Defesa dos EUA. Os números de série encontrados nos lança-foguetes Strela SA-7b usados no frustrado ataque são semelhantes aos encontrados meses atrás na base militar norte-americana Prince Sultan. O sudanês Abu Huzifa, membro da Al-Qaeda, admitiu ter disparado contra um avião dos EUA. Não se sabe, no entanto, quando nem onde os mísseis foram comprados. Milhares de mísseis portáteis capazes de rastrear ondas de calor foram produzidos na Rússia, no leste europeu, na China, na Iugoslávia, no Egito e em diversos outros países. Eles seguem as ondas de calor emitidas pelo motor da aeronave e explodem, mas são eficazes apenas quando o avião voa devagar e em baixa altitude. Em Israel, o diretor do Conselho de Segurança Nacional, Efraim Halevy, afirmou que, se um avião comercial israelense for derrubado num atentado, a resposta de seu governo seria tão drástica que "mudaria as regras de combate atualmente aceitas" pela comunidade internacional. Ele não especificou o tipo de reação, mas garantiu que seria muito mais radical do que qualquer outra já adotada pelo país. Ainda nesta segunda-feira, a polícia do Quênia anunciou que estudará o pedido de Israel para analisar algumas das provas recuperadas após os atentados. Israel havia reclamado que o Quênia não tem a experiência necessária para realizar a investigação. Na última quinta-feira, um ataque suicida contra um hotel em Mombasa deixou 16 mortos, mas os mísseis lançados contra um avião da companhia Arkia erraram o alvo.

Agencia Estado,

02 Dezembro 2002 | 19h48

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