Mísseis matam 32 militantes pró-Taleban no Paquistão

Bombardeio dos EUA poderia ter assassinado estrangeiros, inclusive da Al-Qaeda

Agencia Estado

21 Junho 2007 | 13h05

Um ataque de mísseis, possivelmente lançados por forças norte-americanas no Afeganistão, matou nesta terça-feira, 19, pelo menos 32 militantes pró-Taleban em uma região tribal do Paquistão perto da fronteira, segundo autoridades do país. O alvo dos mísseis era uma suposta base de treinamento numa aldeia próxima do montanhoso distrito de Datta Khel, 60 quilômetros a oeste de Miranshah, principal cidade do Waziristão do Norte, disseram as autoridades à Reuters, sob anonimato, por não estarem autorizadas a falar do caso. Fontes de inteligência disseram haver estrangeiros entre os mortos, possivelmente combatentes da Al-Qaeda. O Waziristão do Norte é conhecido como refúgio de militantes da rede de Osama bin Laden. "Havia um aglomerado de três casas e uma tenda que foram atingidas. Havia cerca de 45 pessoas naquela área", disse um alto funcionário do governo à Reuters. O general Washeed Arshad, porta-voz militar, negou ter havido um ataque com mísseis ou mesmo uma operação militar. De acordo com ele, os primeiros relatos eram de que uma explosão ocorrera quando os militantes preparavam uma bomba. Essa explicação já fora dada no passado quando forças dos EUA no Afeganistão bombardearam alvos em território paquistanês, um assunto delicado para o governo de Islamabad. Mas fontes de inteligência e moradores disseram que um avião não-tripulado dos EUA realizou o ataque, por volta de 10h30 (2h30 em Brasília). Não se sabe se há líderes do Taleban ou da Al-Qaeda entre os alvos.

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