Mísseis norte-americanos matam 17 militantes no Paquistão

Ataques com mísseis, supostamente realizados por uma aeronave não-tripulada dos Estados Unidos, mataram ao menos 17 militantes nesta segunda-feira na região paquistanesa de Waziristão do Sul, disseram autoridades de inteligência.

HAFIZ WAZIR, REUTERS

06 de junho de 2011 | 17h02

A operação ocorreu depois de informações na semana passada indicando que um membro de alto escalão da Al Qaeda foi morto na região.

O ataque teleguiado de segunda-feira próximo à fronteira com o Afeganistão foi o maior desde março e pode ser uma indicação de que a CIA identificou alvos importantes da Al Qaeda ou do Taliban no Waziristão do Sul. Ataques desse tipo geralmente têm como alvo o Waziristão do Norte.

Segundo uma autoridade de segurança paquistanesa, os ataques teleguiados provavelmente aumentaram contra o Sul depois de especulações sobre uma ofensiva das forças paquistanesas contra o Waziristão do Norte. O possível ataque que teria motivado um deslocamento dos militantes para o Sul.

"Os mísseis atingiram um complexo militar nas montanhas próximas à Wana", disse uma autoridade local de inteligência, referindo-se à principal cidade de etnia Pashtun no Waziristão do Sul.

Autoridades de inteligência afirmaram que dois ataques teleguiados da mesma operação atingiram o complexo e uma escola islâmica, matando 14 pessoas, inclusive sete árabes.

Em outro ataque na fronteira entre o Waziristão do Sul e do Norte, um míssil atingiu um veículo, matando três militantes, a cerca de 50 quilômetros do primeiro alvo de ataque.

Ataques de aviões não-tripulados dos EUA na região fronteiriça entre Paquistão e Afeganistão, vista como um baluarte mundial de militantes, receberam mais atenção desde que autoridades paquistanesas divulgaram, na noite de sexta-feira, a morte do membro da Al Qaeda Ilyas Kashimiri no Waziristão do Sul.

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