KCNA via AFP
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Míssil lançado pela Coreia do Norte caiu a 200 quilômetros do litoral japonês

De acordo com porta-voz de Tóquio, projetil que afundou no oceano poderia ser o míssil lançado pelo Exército norte-coreano que mais perto caiu do território do país

O Estado de S.Paulo

09 de março de 2017 | 11h11

TÓQUIO - Um dos quatro mísseis balísticos que a Coreia do Norte disparou em um teste na segunda-feira caiu cerca de 200 quilômetros do litoral do Japão, informou nesta quinta-feira, 9, o governo japonês que afirmou que a ameaça de Pyongyang está em "uma nova fase".

O projétil, que caiu no oceano cerca de 200 quilômetros ao noroeste da península de Noto, poderia ser o míssil lançado pelo Exército norte-coreano que mais perto caiu do território do Japão. "Este último lançamento de novo mostra claramente que a ameaça da Coreia do Norte entrou em uma nova fase", explicou em entrevista coletiva o ministro porta-voz do Executivo japonês, Yoshihide Suga.

Tóquio estima que os quatro projéteis lançados (que acredita que sejam uma versão dos Scud soviéticos com uma capacidade de alcance estendida de cerca de mil quilômetros) caíram entre 200 e 450 quilômetros da mencionada península, que se encontra a cerca de 280 da capital japonesa.

Três deles caíram na Zona Econômica Especial (EEZ) do Japão, espaço que se estende por cerca de 370 quilômetros desde o litoral e sobre o qual o país ostenta direitos de exploração e gestão de recursos naturais.

Pyongyang disse esta semana que se tratou de um teste para "alcançar as bases das forças americanas de agressão imperialista no Japão". O lançamento da segunda-feira é o segundo teste de mísseis que o regime de Kim Jong-un realiza neste ano e desde a chegada de Donald Trump à Casa Branca.

A ação ocorre em plena etapa de tensão e como resposta às manobras militares anuais que Washington e Seul realizam nestes dias em território sul-coreano e depois que o líder norte-coreano disse no ano-novo que o país almeja o desenvolvimento de um míssil intercontinental que lhe permitiria alcançar os EUA. / EFE

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