KCNA/Handout via REUTERS
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Míssil lançado pela Coreia do Norte testou apenas rivais, não tecnologia, apontam especialistas

Coreia do Sul aponta que o país vizinho já tem tecnologia suficiente de mísseis de curta distância

O Estado de S.Paulo

29 Maio 2017 | 06h08

SEUL - O último lançamento de um míssil pela Coreia do Norte pode ter menos a ver com o aperfeiçoamento da tecnologia de armas, e mais com a exibição de forças aos rivais japoneses e sul-coreanos. Oficiais dos dois países disseram nesta segunda-feira, 29, que o míssil de curta distância voou cerca de 450 quilômetros antes de pousar na área marítima do Japão — despertando as usuais condenações de Washington e dos países vizinhos.

A ação deste domingo, 28, é a mais recente de uma série de testes, enquanto a Coreia do Norte tenta construir explosivos capazes de chegar ao território norte-americano. O governo de Kim Jong un, no entanto, já tem um poderoso arsenal de mísseis de curta distância. O país não precisaria testar mais explosivos para desenvolver a tecnologia, como costuma fazer com mísseis de maior alcance.

A ação indica que Pyongyang quer usar o teste para mostrar que pode atingir os Estados Unidos e enfatizar a ameaça aos programas nucleares dos rivais, inclusive com ameaças ao presidente Donald Trump e à chegada de equipamentos de guerra ao mar da Coreia. Os dois mísseis recém desenvolvidos, testados anteriormente, têm potencial para atingir o Japão, Guam (território dos EUA no Oceano Pacífico) e, ainda, o Alaska, de acordo com especialistas sul-coreanos.

Mesmo assim, acredita-se que a Coreia do Norte ainda vai precisar de alguns anos para chegar à meta de bombardear cidades dos Estados Unidos com armamento intercontinental. A Coreia do Sul afirma que a vizinha do norte já conduziu nove testes balísticos de mísseis neste ano. A mídia estatal norte-coreana não fez qualquer comentário, mas, no domingo, informou que o líder Kim Jong un assitiu a um teste de um novo sistema de lançamento de mísseis, invisível a outras aeronaves. A emissora não disse quando o teste foi realizado. / Reuters

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