EFE/EPA/Jeon Heon-Kyun
EFE/EPA/Jeon Heon-Kyun

Novo míssil balístico pode carregar armas nucleares grandes e pesadas, diz Pyongyang

Líder Kim Jong-un advertiu aos EUA que 'não deveriam ignorar ou subestimar a realidade de que seu território e suas operações na região do Pacífico estão na mira de fogo' da Coreia do Norte

O Estado de S.Paulo

15 Maio 2017 | 07h26
Atualizado 15 Maio 2017 | 08h30

SEUL – A Coreia do Norte confirmou nesta segunda-feira, 15, o lançamento bem-sucedido de um novo tipo de míssil balístico de médio a longo alcance chamado Hwasong-12, capaz de levar uma ogiva nuclear "de tamanho grande" e de atingir bases americanas no Pacífico, informou a agência de notícias estatal norte-coreana KCNA.

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, esteve presente no lançamento realizado no domingo que, segundo a KCNA, aconteceu às 4h58 locais (17h28 de sábado em Brasília).

Pyongyang fez o lançamento com o objetivo de "verificar as especificações táticas e técnicas do recém-desenvolvido míssil balístico capaz de levar uma ogiva nuclear pesada de grande tamanho".

"O projétil atingiu com precisão seu alvo em águas abertas a 787 quilômetros depois de voar a uma altura máxima de 2.111 quilômetros ao longo de sua órbita de voo prevista", um rendimento "nunca antes visto", detalhou a agência.

Kim advertiu aos EUA que "não deveriam ignorar ou subestimar a realidade de que seu território e suas operações na região do Pacífico estão na mira de fogo" da Coreia do Norte, segundo declarações citadas pela KCNA.

A despeito da condenação da Coreia do Sul, Japão e EUA, o líder norte-coreano ordenou aos cientistas e técnicos que continuem desenvolvendo continuamente armas nucleares mais precisas e diversas.

A ação de Pyongyang é um desafio para o novo presidente sul-coreano, Moon Jae-in, que expressou a intenção de buscar um acordo com a vizinha do Norte. O Ministério da Defesa da Coreia do Sul afirmou que são necessárias mais análises para confirmar os avanços da nova arma. Moon lamentou que a provocação tenha ocorrido poucos dias após sua posse, mas reafirmou que está aberto ao diálogo com o governo de Kim Jong-un. / EFE e ASSOCIATED PRESS

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