Missionário espanhol infectado com ebola morre em Madri

O missionário espanhol que havia contraído o vírus ebola na África morreu na manhã desta terça-feira em Madri, dias depois de ter sido transportado de avião da Libéria e iniciado uma tratamento com um medicamente experimental, informou a agência estatal de notícias espanhola, a Efe.

Estadão Conteúdo

12 de agosto de 2014 | 09h48

O padre Miguel Pajares, de 75 anos, estava internado na unidade de isolamento especial do hospital Carlos III, onde chegou na quinta-feira após ter vindo do país africano num avião especial com instalações médicas, da Força Aérea espanhola.

No sábado, o Ministério de Serviços de Saúde da Espanha informou que havia aprovado, em caráter excepcional, a importação do Zmapp, um medicamento experimental para tratamento do ebola que também é usado no tratamento de dois norte-americanos infectados. Segundo o Ministério, a droga foi entregue imediatamente ao hospital onde Pajares estava internado.

Na quinta-feira, autoridades médicas espanholas haviam dito que Pajares estava em "condição clínica estável", mas posteriormente pararam de divulgar informações sobre a saúde do paciente, a pedido do próprio padre.

A Efe citou pessoas que cuidavam do padre afirmando que Pajares teve problemas respiratórios e declínio nos sinais vitais horas antes de sua morte.

O ebola, cujos sintomas podem começar com febre e náusea e progredirem para hemorragia interna, tem alta taxa de letalidade. O vírus se espalha pelo contato com fluidos corporais. A doença já matou mais de 1.000 pessoas desde o início do atual surto, entre dezembro e fevereiro, segundo informações da Organização Mundial da Saúde. Acredita-se que provavelmente outras 1.171 pessoas foram infectadas pelo vírus. Fonte: Dow Jones Newswires.

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