Missões dos EUA no exterior entram em alerta

O governo americano acionou o plano de emergência para as embaixadas de todo o mundo ainda durante o incêndio no prédio do consulado em Benghazi. O reforço da segurança, em Brasília, envolveu um grupo especial da Polícia Federal, voltado para a proteção do corpo diplomático. A representação americana preferiu não comentar o assunto.

ROBERTO GODOY, O Estado de S.Paulo

13 de setembro de 2012 | 03h01

O Departamento de Estado temia que fossem lançados ataques em série, de acordo com um ex-funcionário consular ouvido pelo Estado. Na América do Sul, esquemas especiais para situações de crise foram ativados na Venezuela, no Peru e na Colômbia, onde o Exército dos EUA mantém, há três anos, um expressivo contingente na Base de Tolemaida.

Para a Líbia seguiram 50 fuzileiros, integrantes de um time especializado em ação antiterrorista. No setor empresarial, a agência privada de risco britânica Exclusive Analysis alertou sobre ameaça crescente na Tunísia, no Líbano, na Jordânia, no Iêmen, no Egito e, claro, na Líbia. A corporação destaca a tática dos extremistas, que utilizam armas leves para agredir "indivíduos de aparência ocidental".

O atentado contra o embaixador Christopher Stevens "tira de cena um promissor agente da política externa americana", disse o sociólogo Peter Dawson, do Centro de Estudos Estratégicos de Washington. Segundo o analista, "Stevens conseguiu avanço significativo na aproximação entre países ocidentais e árabes".

Foi um ataque violento e letal. O primeiro relatório dos peritos militares, divulgado parcialmente 12 horas depois dos fatos, mostra que foram disparados ao menos cinco foguetes tipo RPG7 - o mais básico, vendido a US$ 120 a unidade - lançado por um só homem. Há centenas de marcas de disparos de armas automáticas, calibre 7.62 mm e 9 mm. As chamas podem ter sido iniciadas por granadas específicas - fragmentos vão confirmar. O embaixador usava veículos blindados.

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