Missouri entra em estado de emergência

O governador do Estado americano de Missouri, Jay Nixon, declarou estado de emergência preventivo e ativou a Guarda Nacional antes da decisão do gran jury sobre o destino do policial branco Darren Wilson, que atirou no jovem negro Michael Brown, no subúrbio de St. Louis, em Ferguson.

O Estado de S. Paulo

17 de novembro de 2014 | 19h57

De acordo com Nixon, a Guarda Nacional vai auxiliar a polícia local no caso da decisão judicial motivar protestos similares aos que ocorreram após a morte de Brown, em 9 de agosto. "Todas as pessoas na região de St. Louis merecem se sentir seguras em suas comunidades e terem suas vozes ouvidas sem medo de violência ou intimidação", afirmou Nixon, em um comunicado. O governador não indicou quantos soldados da Guarda Nacional serão mobilizados.

Não há data específica para que a decisão seja revelada e o governador não deu sinais de que o resultado está iminente. O promotor Bob McCulloch, por sua vez, disse que espera que o grand jury chegue a uma decisão em meados de novembro. O tribunal está analisando se há evidências suficientes para prosseguir com as acusações e se houver, qual deve ser a condenação. Se a decisão for pela condenação, um júri separado será selecionado para decidir se Wilson é culpado.

O Departamento de Justiça americano, que está conduzindo uma investigação independente, informou que há prazo para a conclusão dos trabalhos.

Brown, que estava desarmado, foi baleado por Wilson após um confronto ao ser abordado pelo policial. A morte motivou tensões raciais em St. Louis, onde dois terços da população é negra, mas a força policial é quase completamente branca. A polícia respondeu aos protestos com forte presença armada, o que causou uma escalada das tensões. / AP

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