Astrid Riecken/WP
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Mitt Romney apoiará investigação do Senado contra os Bidens

Republicanos querem obter documentos e testemunhos relacionados ao trabalho realizado na Ucrânia pelo filho do ex-vice-presidente e pré-candidato democrata Joe Biden

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de março de 2020 | 23h10

WASHINGTON - Um dia depois de ameaçar reter seu voto, o senador Mitt Romney sinalizou nesta sexta-feira, 6, que apoiará um esforço republicano para obter documentos e testemunhos relacionados ao trabalho realizado na Ucrânia pelo filho do ex-vice-presidente Joe Biden.

Romney, senador em Utah, votará pela emissão de uma intimação no Comitê de Segurança Interna e Assuntos Governamentais do Senado na próxima semana, após receber garantias do presidente do painel, senador Ron Johnson, "de que qualquer entrevista da testemunha ocorrerá em um ambiente fechado, sem audiência ou espetáculo público", disse a porta-voz de Romney, Liz Johnson, em comunicado.

"Ele votará, portanto, na permissão do presidente para obter os documentos que foram oferecidos", afirmou o comunicado.

Romney se juntou aos democratas no mês passado na votação para condenar o presidente Donald Trump por abuso de poder com base em suas negociações com a Ucrânia; o presidente foi absolvido pelas acusações de impeachment. Na quinta-feira, Romney disse que a investigação do senador Johnson parecia ter uma motivação política para atingir o potencial rival de eleições gerais de Trump.

"Prefiro que as investigações sejam realizadas por um órgão independente e não político", afirmou.

A votação da intimação, marcada para a próxima quarta-feira, 11, ocorre quando Trump e seus aliados republicanos voltam sua atenção para as conexões de Biden com a Ucrânia após seu súbito crescimento na disputa pela indicação presidencial democrata. Trump disse em uma entrevista ao Fox News Channel que planejava tornar essas conexões um "grande problema" na corrida presidencial, caso Biden ganhasse a indicação.

"Eu trago isso à tona o tempo todo", disse ele ao apresentador Sean Hannity.

A principal circunstância envolve o serviço do filho de Biden, Hunter Biden, no conselho da Burisma, uma empresa de energia ucraniana que lhe pagou centenas de milhares de dólares em um momento em que Joe Biden estava envolvido em diplomacia no país, em nome do governo Obama.

Trump e seus aliados alegam, sem evidências diretas, que Biden pressionou de maneira corrupta a rremoção do promotor-chefe da Ucrânia para proteger os interesses financeiros de seu filho. /WP

 

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