Ben Curtis/AP
Ben Curtis/AP

Zimbábue tem novo presidente após 37 anos

Emmerson Mnangagwa assume como líder do país após renúncia de Robert Mugabe, que governava desde 1980

O Estado de S.Paulo

24 Novembro 2017 | 07h32

HARARE - O novo presidente do Zimbábue, Emmerson Mnangagwa, de 75 anos, tomou posse nesta sexta-feira, 24. Ele sucede Robert Mugabe e, que comandou o país por 37 anos e renunciou na terça. 

China pode se beneficiar da queda de Mugabe

"Eu, Emmerson Dambudzo Mnangagwa, juro que como presidente da República do Zimbábue obedecerei, respaldarei e defenderei a constituição e todas as outras leis", disse em cerimônia com milhares de pessoas em um estádio da capital, Harare. 

O presidente prometeu segurança a Mugabe e sua família, informou o jornal estatal The Herald. "Mnangagwa conversou ontem (quinta-feira) com o presidente que deixa o poder, o camarada Robert Mugabe, e assegurou a ele e a sua família segurança máxima e bem-estar", afirma o jornal.

Cronologia: o Zimbábue desde sua independência

Mugabe: de herói nacional a déspota disposto a matar pelo poder

O Herald não revelou mais detalhes sobre o futuro de Mugabe, que renunciou na terça-feira depois passar 37 anos no poder. Com 93 anos, o ex-líder deixou o poder quase uma semana depois do exército do Zimbábue ter assumido o controle do país, após a destituição do até então vice-presidente Mnangagwa.

 O jornal local NewsDay confirma que o ex-presidente Robert Mugabe terá imunidade e pensa em permanecer no ZimbábueAlém disso, não serão tomadas ações, segundo a publicação, contra os negócios do antigo líder. 

O dia em que Bob Marley tocou na festa de independência do Zimbábue

De acordo com o Herald, Mugabe informou ao sucessor que não deve comparecer à cerimônia porque "precisa de tempo para descansar". O futuro chefe de Estado herda um país arruinado, no qual a população espera por reformas de modo impaciente.

China. Principal investidor no Zimbábue, a China pode ter benefícios com a queda de Mugabe. Apesar de a economia estar enfraquecida no país, a chegada de Mnangagwa pode atrair investimentos estrangeiros. As companhias chinesas investem majoritariamente no setor de energia, de agronegócio e de construção.  

O próprio Mnangagwa concedeu há dois anos uma entrevista em que prometeu criar "um clima de investimento que atraia o fluxo de capital". / AFP e EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.