Bryan Denton/The New York Times
Bryan Denton/The New York Times

Modelo de negócio do Estado Islâmico está próximo do colapso, diz relatório

Recursos financeiros caem de forma substancial desde 2014 e organização perde fontes de arrecadação com menos territórios sob seu controle

Associated Press

18 Fevereiro 2017 | 10h28

LONDRES - O grupo extremista Estado Islâmico perde grandes fontes de arrecadação de dinheiro a cada território que perde, afirma um relatório do Centro Internacional de Estudos sobre a Radicalização e a Violência Política.

Segundo um relatório divulgado pelo grupo no sábado, os recursos financeiros do auto-proclamado califado caíram substancialmente desde meados de 2014, quando militantes capturaram bancos, poços de petróleo e armazéns inteiros com armas.

De acordo com estimativas do grupo, as receitas recuaram de até US$ 1,9 bilhão em 204 para cerca de US$ 870 milhões em 2016.

"Um dos erros feitos no passado foi tratar o Estado Islâmico puramente como uma organização terrorista. Ele é mais que isso, porque controla territórios", afirmou Peter Neumann, diretor da entidade, ligada ao King's College de Londres. "Isso também significa que ele tem gastos. Precisa consertar rodovias, pagar professores, manter instalações de saúde, coisas que a Al Qaeda nunca precisou fazer".

Isto, no entanto, não significa que o grupo ficou menos perigoso. "Sabemos que os ataques em Paris, Bruxelas e Berlim não foram caros", afirmou Neumann.

A maioria dos ataques recentes na Europa foram financiados pelos próprios agentes que os executaram, acrescentou, sem pouco acréscimo de dinheiro por parte das lideranças na Síria e no Iraque.

Entre as principais fontes de recursos do grupo, estão a cobrança de impostos, petróleo, pedidos de resgate, saques e outros tipos de extorsão. Todos eles, segundo Neumann, são dependentes da captura de novos territórios para serem sustentáveis.

No entanto, de acordo com dados da coalizão global contra o Estado Islâmico, os extremistas perderam 62% do território que controlava no Iraque no auge de sua força, em 2014, bem como 30% de sua fronteira na Síria.

"O modelo de negócio também precisa expandir constantemente. Era essencialmente um esquema de pirâmide", resumiu.

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