Joseph Sywenkyj/NYT
Joseph Sywenkyj/NYT

Moderados se destacam em debate republicano

Mitt Romney e Newt Gingrich se saem melhor em discussão sobre política externa

DENISE CHRISPIM MARIN, CORRESPONDENTE/ WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2011 | 03h08

WASHINGTON - O primeiro debate sobre segurança nacional entre os oito pré-candidatos republicanos à presidência, na noite de terça-feira, ampliou as chances de uma disputa entre o mórmon Mitt Romney, ex-governador de Massachusetts, e o veterano Newt Gingrich, presidente da Câmara dos Deputados nos anos 90.

Durante uma hora e meia, o encontro deu margem à discussão de ideias extremas, como a abordagem das forças de segurança aos muçulmanos nos Estados Unidos e a política de imigração do governo - Gingrich falou em regularizar a situação de milhares de estrangeiros ilegais. Os candidatos não abordaram temas como a China, a Europa em crise e a América Latina.

Promovido pela rede de televisão CNN, a Heritage Foundation e o American Enterprise Institute, o evento foi pontuado logo no início pela polêmica proposta do deputado federal Ron Paul, conhecido pelas suas ideias libertárias, de acabar com a Lei Patriota. Trata-se de uma série de restrições às liberdades no país adotada depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. Paul foi além e defendeu o fim do apoio americano a Israel, mesmo em caso de ataque israelense ao Irã.

Com pouca chance de vencer as primárias republicanas, assim como o ex-embaixador Jon Huntsman, a proposta de Paul deu chance a seus principais concorrentes de buscar eleitores moderados. "Eu vou tentar encontrar um equilíbrio entre nossas liberdades individuais e a segurança", emendou Gingrich. "Minha primeira viagem como presidente dos EUA será a Israel", aproveitou-se Romney.

Deslizes. Quatro competidores, todos na lanterna nas pesquisas de opinião, acabaram punidos ao final dos debates. Embora não tenha a mesma atração das questões econômicas para o eleitorado, o desconhecimento do tema de segurança nacional tende a ser notado com atenção, explicou o analista político conservador Michael Barone. A deputada federal Michele Bachmann, o empresário Herman Cain, o governador do Texas, Rick Perry, e o ex-senador Rick Santorum estão nesse grupo.

"O presidente tem na política externa uma de suas responsabilidades exclusivas, ele é o comandante-chefe das Forças Armadas. Não conhecer esse terreno é algo que desqualifica um candidato", afirmou Barone.

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