Molestadores de crianças vão para inferno, diz Vaticano

O reverendo Charles Scicluna, responsável pelas investigações do Vaticano sobre acusações de molestamento de crianças por padres católicos, disse que os culpados "sofrerão uma condenação no inferno que seria pior do que a pena de morte".

AE-AP, Agência Estado

29 Maio 2010 | 20h39

Durante missa especial pelas vítimas de abusos realizada neste sábado na Basílica de São Pedro, em Roma, Scicluna citou o papa Gregório, o Grande, autor de boa parte das normas de conduta dos membros da Igreja Católica, e afirmou que, no caso de um padre pedófilo, "seria melhor que seus atos causem sua morte pelas leis seculares do que sofrer uma condenação mais terrível no inferno".

Para o religioso, as crianças são "um ícone sagrado". Ele citou o Evangelho de Marcos ao dizer que os culpados de abusos contra crianças "fariam melhor se amarrassem uma pedra ao pescoço e se atirassem no mar". "Não façam das crianças o objeto de sua cobiça impura", exortou Scicluna.

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