Momento surpreendeu, diz ex-aluno de Ratzinger

Para o padre jesuíta Joseph Fessio, a decisão de Bento XVI de deixar o pontificado não surpreendeu. Mas o momento para o anúncio foi "particularmente inesperado". "Não fiquei sabendo de nenhum rumor, o que é incomum", afirmou Fessio em entrevista por e-mail à Agência Estado.

LETÍCIA SORG, Agência Estado

12 de fevereiro de 2013 | 13h46

Fessio foi aluno de doutorado de Joseph Ratzinger na década de 70 e é editor da Ignatius, selo que lançou, em 2010, o livro Luz do Mundo, em que Bento XVI afirma que um papa tem o direito "e também o dever de renunciar, sob algumas circunstâncias".

Apesar de não estar surpreso com a decisão de Ratzinger, o padre Fessio afirmou ter ficado triste com a saída de Bento XVI. "Ele é uma pessoa e um papa maravilhosos", disse Fessio. "Mas acredito no discernimento dele. Se ele acredita que fez o que Deus estava pedindo pelo bem da Igreja, estou seguro que será uma bênção para todos nós."

Foi a primeira vez que um papa deixou o cargo máximo da Igreja em seis séculos, mas, para Fessio, a decisão deve se tornar mais comum de agora em diante. "Com a medicina moderna, os papas podem viver mais, mas as exigências do ofício se tornaram mais onerosas", disse.

Fessio afirmou que a renúncia de Bento XVI não muda o processo de escolha de seu sucessor e minimizou a reação da congregação diante da decisão do Sumo Pontífice. "Se foi a vontade de Deus, será para o bem de todos, o que quer que pensem sobre a decisão."

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