Monarquia anuncia que Brunei adotará a lei islâmica

Lei será aplicada aos muçulmanos, que representam dois terços da população do país

O Estado de S. Paulo,

22 de outubro de 2013 | 17h00

BANDAR SERI BEGAWAN - O sultanato de Brunei anunciou nesta terça-feira, 22, a instauração da lei islâmica, a sharia, que inclui penas como o apedrejamento em caso de adultério ou a amputação em caso de roubo. O novo código penal entrerá em vigor progressivamente ao longo dos próximos seis meses.

Em discurso, o sultão Hassanal Bolkiah disse que o Código Penal Islâmico, que só será aplicado aos muçulmanos, deve ser considerado como um "guia especial". "Com a graça de Alá, com a entrada em vigor desta legislação, nosso dever com Alá está sendo cumprido", disse em uma conferência.

Atualmente, o Tribunal Islâmico do país já era responsável por resolver as disputas relacionadas com família. Há alguns anos o sultão tentava implementar a nova lei para fortalecer a influência do Islã em Brunei, onde os muçulmanos correspondem a dois terços dos quase 420 mil habitantes - as minorias são, principalmente, budistas, cristão e pessoas com crenças indígenas locais.

Principal estudioso islâmico do país, Awang Abdul Aziz, afirmou que serão utilizados métodos justos e imparciais para aplicar a Sharia. "(A lei) Não se trata de apedrejamento e chicoteamento de forma indiscriminada", garantiu. / AP

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