Sanjay Baid/Efe
Sanjay Baid/Efe

Monge tibetano morre após se imolar em protesto contra China

Religiosos protestavam contra as prisões de tibetanos por segurança chinesa

Efe,

28 Maio 2012 | 09h26

PEQUIM - Um monge morreu e outro ficou ferido com gravidade após os dois se imolarem em Lhasa, capital da região autônoma do Tibete, informou nesta segunda-feira, 28, a agência oficial Xinhua.

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O fato ocorreu numa praça no centro de Lhasa e as chamas foram apagadas em cerca de dois minutos, segundo a Xinhua". Os dois foram transferidos para o hospital, onde um deles morreu.

A Rádio Free Asia, da Alemanha, disse que os dois realizavam um protesto contra o governo chinês em frente ao templo Jokhang, local de peregrinação dos tibetanos. Segundo as testemunhas citadas pela emissora, "o fogo foi apagado em 15 minutos pelas forças de segurança que isolaram a zona".

"Lhasa está agora cheia de policiais e paramilitares, a situação é muito tensa", relatou outro cidadão. As zonas próximas ao Palácio de Potala (residência do Dalai Lama antes de seu exílio para a Índia) estão fortemente vigiadas.

Os monges protestavam contra as prisões de tibetanos por parte das forças de segurança chinesas, que intensificaram sua presença na região autônoma nas vésperas da celebração do mês de Saka Dawa, que lembra o nascimento, vida e morte de Buda.

A "Xinhua" assegura que este é o primeiro caso de imolação na capital tibetana neste ano, apesar de informar que neste período "mais de vinte" tibetanos morreram ao cometerem suicídio em outras localidades da região. A Rádio Free Asia disse que este número chega a 35 monges. As autoridades chinesas acusam o Dalai Lama, exilado em Dharamsala, na Índia, e outras forças tibetanas de incitar os suicídios. O Dalai Lama nega as acusações.

O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, pediu aos jovens tibetanos que interrompam os protestos e as imolações em sua única entrevista coletiva do ano, realizada em março e que será a última antes que ele deixe o cargo no final de 2012.

A China afirma que o Tibete é há séculos parte inseparável de seu território, enquanto os tibetanos dizem que durante muito tempo foram independentes, até que as tropas comunistas ocupassem a região, em 1951.

 
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