Monges protestam pelo quarto dia consecutivo em Mianmar

Demonstração contrária a governo ditatorial é a maior desde que estudantes foram reprimidos em 1996

Associaed Press,

21 de setembro de 2007 | 17h37

Cerca de 1.500 monges realizaram uma pequena demonstração nesta sexta-feira, 21, no quarto dia consecutivo de protestos contra o governo ditatorial de Mianmar. Debaixo de chuva, eles se dirigiram ao santuário Mei Lamu, nos arredores de Yangon. Após entoar sermões e rezar por 15 minutos, os budistas se dispersaram.   Durante o trajeto, muitos espectadores bateram palmas, em sinal de respeito; outros se uniram aos monges. Com isso, cerca de 5.000 pessoas participaram do protesto, sendo que algumas ficaram de braços dados para proteger os budistas de agitadores.   Nos dias anteriores, o número de participantes também foi expressivo. Na quinta-feira, foram cerca de 1.000 monges e 500 cidadãos e, na terça, centenas de budistas.   Os quatro dias de demonstrações deram destaque aos protestos que começaram há um mês, quando o governo elevou o preço do combustível. Esta é a maior demonstração contrária ao governo desde o levante de estudantes, em dezembro de 1996, que foi duramente repreendido.   Entretanto, o governo afirmou que não vai declarar estado de emergência. As autoridades sabem que uma represália aos monges pode significar um escândalo maior.   Um membro do conselho do governo afirmou que recebeu orientações para não interferir nas manifestações. "Fomos instruídos a sermos pacientes e a proteger os monges", revelou o oficial.   "Você pode ver que o governo está lidando com a situação de forma pacífica", afirmou o ministro da Informação, Ye Htut, por e-mail. De acordo com o ministro, grupos antigovernamentais querem explorar e provocar os monges (Sangha), estudantes, trabalhadores e pessoas inocentes.

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