Monges tibetanos denunciam tortura em prisões chinesas

Religiosos narram suas experiências em audiência e confirmam relatos incluídos em ação contra líderes chineses

Efe,

19 de maio de 2008 | 19h07

Três monges tibetanos disseram nesta segunda-feira, 19, que sofreram todo tipo de torturas durante o período em que ficaram presos em diferentes cadeias chinesas. A denúncia foi feita durante o testemunho dos religiosos a um juiz da Audiência Nacional espanhola que está investigando o suposto genocídio promovido pelo governo chinês no Tibete nas décadas de 80 e 90. Durante a audiência, os monges narraram suas experiências e confirmaram os relatos incluídos na ação aberta pelo Comitê de Apoio ao Tibete (CAT) contra sete líderes chineses, entre eles o ex-presidente Jiang Zemin. Na saída do tribunal, os religiosos disseram aos jornalistas que, pela primeira vez, puderam contar a um juiz todo o sofrimento pelo qual passaram. "É o momento de expressar ao mundo nosso sofrimento", disse Palden Gyatso, monge budista que ficou 33 anos preso por liderar um grupo de religiosos em manifestações contra a ocupação de seu país em 1959. Gyatso e as outras duas testemunhas, Jampel Monlam e Bhagdro, são tibetanos que vivem exilados como residentes na Índia.  Em 10 de janeiro de 2006, A Audiência Nacional espanhola se declarou competente para investigar o genocídio denunciado pelo CAT, dada a impossibilidade de o caso ser examinado por tribunais chineses ou pelo Tribunal Penal Internacional.

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