Monitores internacionais aprovam eleição na Macedônia

A eleição presidencial na Macedônia ocorreu sem violência e atendeu a padrões democráticos, mostrando uma melhoria evidente em relação ao ano passado, quando uma eleição parlamentar foi arruinada por tiroteios e fraudes, afirmaram hoje monitores internacionais. Realizada ontem, a eleição é vista como crucial para as aspirações da Macedônia de integrar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e a União Europeia (UE). Gjorgje Ivanov do partido governista, surgiu como favorito para conquistar a presidência no 2º turno, no dia 5 de abril, contra o social-democrata Ljubomir Frckoski.

AE-AP, Agencia Estado

23 Março 2009 | 14h54

"É um prazer ver que este país avançou na estrada da democracia", disse Pia Christmas-Moller, da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). "Irregularidades e falta de confiança permanecem, e é preciso lidar com isso, mas não há dúvida de que houve progresso nas eleições, respeitando compromissos internacionais."

A missão de monitoramento notou algumas irregularidades processuais e alegações de pressão sobre funcionários públicos antes da votação. Segundo a comissão, melhorias podem ser feitas no processo de contagem das cédulas. Ainda assim, a votação mostrou um claro progresso ante a eleição parlamentar de junho de 2008, quando confrontos entre partidos rivais da minoria étnica albanesa causaram a morte de uma pessoa e feriram várias outras. O episódio foi a mais grave demonstração de violência desde 2001, quando a minoria albanesa lutou contra a insurgência durante seis meses.

Na eleição de ontem, cerca de 55,85% dos 1,8 milhão de eleitores da Macedônia votaram para eleger o quarto presidente desde 1991, ano em que o país se tornou independente da Iugoslávia. Ivanov, de 49 anos, candidato pelo partido conservador VMRO-DPMNE, terminou confortavelmente em 1º lugar, com 35,06% dos votos, seguido por Frckoski, de 51 anos, que teve 20,45% dos votos, de acordo com a comissão eleitoral.

"Os macedônios provaram que têm capacidade para conduzir eleições justas e democráticas", afirmou Ivanov. "Provamos que valores europeus vivem na Macedônia e que este país merece se tornar membro da UE e da Otan." Sete candidatos disputam a presidência para suceder Branko Crvenkovski, que não quis concorrer a um segundo mandato de cinco anos. A Macedônia, um dos países mais pobres da Europa, com índice de desemprego de 35%, está ansiosa para fortalecer os laços com o resto da Europa.

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