Free Tibet/AP
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Monja tibetana morre após atear fogo ao próprio corpo em protesto na China

Jovem de 19 anos é a 22ª a se imolar; tibetanos reclamam de repressão do governo de Pequim

Efe

13 de fevereiro de 2012 | 11h57

PEQUIM - Uma monja tibetana de 19 anos morreu ao atear fogo contra o próprio corpo na província de Sichuan, no sudoeste da China, informou nesta segunda-feira, 13, a agência oficial Xinhua. Com o caso, chega a 20 o número de religiosos que se imolaram e morreram para protestar pela repressão do governo de Pequim contra os e pedir o retorno do líder espiritual dalai-lama.

 

Tenzin Choedron morreu no sábado à noite enquanto era transferida a um hospital pela polícia local, segundo a fonte. Segundo a ONG Free Tibet, 22 religiosos tibetanos se imolaram desde março de 2011 em protesto pela repressão vivida por sua etnia e como uma maneira de reivindicar o retorno de seu líder espiritual, exilado na Índia desde 1959.

 

Estas imolações motivaram um aumento da vigilância da região pelas autoridades chinesas, que ordenaram que a partir de março todas as pessoas que queiram entrar no Tibete devem mostrar sua identificação.

 

As autoridades em Sichuan culpam os tibetanos separatistas de fomentar "o ódio entre os locais", como aconteceu em 2008, nas revoltas que causaram 20 mortos na capital tibetana, Lhasa, embora segundo os tibetanos no exílio os mortos tenham sido mais de 200.

 

"As forças estrangeiras que promovem a independência do Tibete sempre inventaram rumores e distorceram a realidade para desacreditar o governo chinês", assinalou o porta-voz da chancelaria chinesa Hong Lei no final de janeiro. 

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