Monóxido de carbono pode ter matado casal em MG

Um laudo parcial divulgado hoje pela Polícia Civil de Minas Gerais revelou uma alta dosagem de monóxido de carbono nos corpos de Gustavo Lage Ribeiro, de 23 anos, e Alessandra Paolinelli Barros, 22. Eles foram encontrados mortos em uma pousada em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, na quinta-feira.

CRISTIANO MARTINS, Agência Estado

19 de março de 2011 | 17h26

A presença de monóxido de carbono nos corpos do casal esfria a tese inicial levantada pelos investigadores, de homicídio seguido de suicídio ou até mesmo um pacto de morte. A perícia identificou a presença da substância carboxihemoglobina em ambos os corpos e em níveis letais - 62% em Alessandra e 68% em Ribeiro. De acordo com os peritos, a exposição a concentrações acima de 60% do elemento por um período superior a uma hora representa alto risco de morte.

Outros exames toxicológicos ainda estão sendo realizados, e a previsão é de que o laudo completo só seja divulgado em meados de abril. A perícia feita no local pela equipe de engenharia legal deve ser retomada nesta segunda-feira.

A delegada Cristina Coeli, da Divisão de Pessoas Desaparecidas, responsável pelas investigações, foi procurada pela reportagem, mas a assessoria da Polícia Civil informou que ele não daria declarações. O gerente da Pousada Mirante da Serra informou que o quarto no qual o casal estava hospedado não possui sistema de aquecimento a gás mas, sim, uma lareira a lenha. Ainda segundo ele, o sistema a gás existe em apenas dois cômodos do estabelecimento.

Os corpos Ribeiro e Alessandra foram sepultados ontem. A estudante de medicina e o calouro de Engenharia Civil moravam em Belo Horizonte. Eles viajavam em comemoração ao primeiro aniversário de namoro. Segundo parentes e familiares, não havia sinais de qualquer briga ou problemas envolvendo o casal.

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