Montesinos teria sido assassinado

Vladimiro Montesinos, o foragido ex-assessor de inteligência do deposto presidente peruano Alberto Fujimori, teria sido assassinado pela Marinha de seu país, e o "chanceler Javier Pérez de Cuéllar sabe disso", afirmou nesta segunda-feira o deputado governista venezuelano Pedro Carreño. O legislador explicou que, há cerca de dois meses e meio, Montesinos havia sido convidado para uma reunião pelo serviço de inteligência naval de seu país e, segundo sua versão, foi levado à base naval de Lima, na qual "o mais provável é que tenha sido assassinado". "Reitero, neste momento, que (Javier) Pérez de Cuéllar sabe que Montesinos foi assassinado na base naval Alfonso Garte (de Lima)", sentenciou o deputado à emissora local Unión Radio e ao jornal vespertino El Mundo. O parlamentar, do Movimento Quinta República (MVR) - fundado pelo atual mandatário Hugo Chávez -, iniciou as investigações sobre o caso Montesinos devido aos supostos vínculos do ex-assessor de Fujimori com o governo venezuelano. "Chamou-me fortemente a atenção como tem crescido ultimamente na Venezuela a procura por Montesinos... um delinqüente que tem dívidas para com a Justiça peruana, não com a venezuelana". Carreño disse ter feito contatos com funcionários de inteligência peruanos, os quais lhe forneceram dados que reforçaram sua versão. Segundo a versão, Montesinos autorizou, durante sua suposta reunião fatal na base naval, a retirada de seu dinheiro em dólares das contas que mantinha em bancos suíços, alemães e austríacos - "o que pode ser constatado nos bancos internacionais". Depois desta reunião, prosseguiu o deputado, Montesinos nunca mais foi visto, e o mais provável é que tenha sido lá mesmo assassinado". "Este morto não é da Venezuela", insistiu, após acrescentar que Pérez de Cuéllar e a ex-candidata presidencial peruana Lourdes Flores lançaram as versões sobre a suposta presença de Montesinos na Venezuela.

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