Monti não deverá se candidatar a primeiro-ministro

O primeiro-ministro interino da Itália, Mario Monti, que renunciou na sexta-feira, deu neste domingo o sinal mais forte até agora de que pode não disputar as eleições parlamentares previstas para fevereiro. "Eu ainda não sei. Mas algo dentro de mim está me dizendo para não disputar", disse Monti em uma entrevista para o jornal La Repubblica.

AE, Agência Estado

23 de dezembro de 2012 | 12h32

Com o apoio de líderes europeus, dos mercados financeiros e da Igreja Católica, Monti tem sido pressionado a se candidatar, para evitar que a Itália volte a ser afetada pela crise da dívida na Europa, além de evitar o retorno do polêmico Silvio Berlusconi.

Monti não pode disputar oficialmente as eleições, já que é um senador vitalício, mas ele pode ser apontado para um cargo no governo depois da votação, inclusive para primeiro-ministro. Na entrevista ao La Repubblica, ele afirmou temer que sua candidatura ameace uma potencial aliança entre os partidos centristas e os de centro-esquerda.

Após um mandato focado na austeridade, Monti perdeu apoio entre os italianos e sua popularidade despencou de 60% para cerca de 30% nas últimas semanas. Questionado se não teme abrir caminho para o retorno de Berlusconi caso não se candidate, Monti respondeu: "Será que ele pode ser eleito pela sexta vez, após vermos o dano que ele causou para a economia italiana e a credibilidade do país?". As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
ItáliaMontieleições

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.