Monti perde apoio e Napolitano pode antecipar eleição

O senador Angelino Alfano, líder do partido de centro-direita Povo da Liberdade (PDL, na sigla em italiano) disse nesta sexta-feira que a experiência do governo tecnocrata do primeiro-ministro Mario Monti "acabou", o que levou o presidente da Itália, Giorgio Napolitano, a abrir consultas com os líderes dos outros dois maiores partidos, Pier Luigi Bersani, do Partido Democrático (PD, centro-esquerda) e Pier Ferdinando Casini, da União Democrata Cristã (centro).

AE, Agência Estado

07 de dezembro de 2012 | 15h54

Na quinta-feira, o governo Monti conseguiu aprovar no Senado a chamada "Lei do Crescimento" econômico, mas os senadores do PDL, seguindo uma ordem de Silvio Berlusconi, não votaram. Berlusconi, de 76 anos, governou a Itália até o final do ano passado, quando foi afastado em meio à recessão e a uma série de escândalos. Segundo uma matéria publicada nesta sexta-feira pelo jornal milanês Corriere della Sera, Alfano pedirá hoje a Napolitano que antecipe as eleições gerais de abril para o começo de fevereiro de 2013.

"O remédio para a Itália, certamente, não é Berlusconi. Hoje acabou a esperança de que a centro-direita italiana possa dar uma ajuda para mudar o país. É a amargura pelo eterno retorno a uma estrada que nos levou ao desastre", disse Bersani. "Nós seremos leais até o final deste governo, mas não somos ingênuos", disse Bersani, que prometeu votar o orçamento de 2013 e apoiar Monti até o final do governo do tecnocrata, o que deverá ocorrer em março de 2013. O Parlamento italiano ainda precisa aprovar o orçamento de 2013. O PDL disse que não votará contra o orçamento, mas poderá se abster.

As informações são da agência Ansa e do Corriere della Sera.

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