Monti prefere novas eleições a paralisação das reformas

O primeiro-ministro interino da Itália, Mario Monti, afirmou nesta quarta-feira que os mercados reagiriam mais positivamente se os italianos voltassem às urnas do que se um governo que interrompesse as reformas estruturais do país chegasse ao poder. "Se a alternativa for um governo pronto para interromper o caminho europeu da Itália ou de suas reformas, acredito que seria melhor convocar novas eleições", disse Monti, segundo informações da agência de notícias Ansa.

STEFÂNIA AKEL, Agência Estado

06 de março de 2013 | 11h54

O impasse político na Itália se intensificou com o resultado das eleições dos dias 24 e 25 de fevereiro. Na votação, o eleitorado dividiu-se entre o ex-comunista Bersani, do Partido Democrático (PD), Silvio Berlusconi, do Povo da Liberdade (PDL, centro-direita), e Beppe Grillo, do Movimento 5 Estrelas (M5S, de linha política indefinida), todos com entre 25% e 31% dos votos.

A incerteza vem aumentando com a vontade expressada por Bersani de formar um governo de minoria, cuja estabilidade seria ameaçada. Nesta quarta-feira, ele anunciou que os oito pontos centrais do programa de sua coalizão de centro-esquerda estarão disponíveis na internet e "abertos ao debate público".

A primeira sessão da Câmara e do Senado foi confirmada para o dia 15 de março, como previsto antes do resultado inconclusivo das eleições.

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