Moody's: Emergentes e zona do euro travam recuperação

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) global não deve se recuperar de forma significativa nos próximos dois anos, uma vez que a gradual desaceleração na China e impedimentos estruturais à expansão na zona do euro, no Brasil e na África do Sul continuam pesando na atividade econômica, avaliou a Moody''s em relatório sobre a perspectiva econômica mundial.

SERGIO CALDAS, Estadão Conteúdo

10 Novembro 2014 | 10h18

Para os países que integram o G-20, a agência de classificação de risco prevê crescimento em torno de 3% em 2015 e 2016, após um avanço estimado de 2,8% em 2014.

"A maioria dos fatores que têm pesado no crescimento do PIB global em 2014 continuará nos próximos dois anos, incluindo a desaceleração gradual na China", prevê Marie Diron, vice-presidente sênior da Moody''s e autora do relatório. "Além disso, deficiências estruturais em alguns países e regiões - incluindo a zona do euro, o Brasil e a África do Sul - também previnem uma recuperação significativa do crescimento", diz ela.

Diante da fraqueza de indicadores econômicos recentes, a Moody''s prevê que o PIB da Europa crescerá menos de 1% em 2015 e 1,3% em 2016, após expandir 0,7% neste ano. Até 2019, a agência prevê que a economia da zona do euro será 17% - ou 1,7 trilhão de euros - menor que seria se a tendência de crescimento anterior à crise financeira tivesse se mantido.

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