EFE/ANDY RAIN
EFE/ANDY RAIN

Moradores de Manchester tentam retomar rotina em meio a fortes medidas de segurança

Policiais vigiam as ruas da cidade enquanto os cidadãos depositam velas e ramos de flores na praça Albert em homenagem aos mortos

O Estado de S.Paulo

24 Maio 2017 | 15h01

MANCHESTER, REINO UNIDO - A cidade de Manchester, no norte do Reino Unido, recuperou nesta quarta-feira, 24, sua atividade diária sob fortes medidas de segurança e estado de alerta, após o atentado cometido na segunda-feira que deixou 22 mortos e mais de 50 feridos ao fim de um show da cantora pop americana Ariana Grande.

Patrulhas da polícia vigiam as ruas e os cidadãos seguem depositando velas e ramos de flores na praça Albert, em homenagem aos mortos, entre eles crianças.

A polícia do Reino Unido fez uma operação policial nesta quarta-feira em um prédio de apartamentos no centro de Manchester, próximo à estação de trens Piccadilly, relacionada às investigações sobre o atentado.

Os moradores da região descreveram que policiais armados e homens com as cabeças cobertas por gorros entraram no edifício Granby House, situado no centro da cidade. A estação ferroviária ficou temporariamente fechada ao público durante a operação policial, informou uma porta-voz da corporação.

"Os agentes fizeram buscas em um endereço do centro da cidade de Manchester, como parte das investigações sobre o terrível incidente ocorrido na Manchester Arena", disse a porta-voz, que especificou que a operação policial ainda "continua".

Além disso, a polícia detalhou que, "para realizar a operação de maneira segura", a linha férrea foi interrompida "brevemente", mas já voltou a funcionar.

Segundo indicaram alguns moradores, o edifício que foi alvo da operação tem 62 apartamentos no total, muitos dos quais estão alugados.

O autor do atentado, feito com um explosivo de fabricação caseira, foi identificado como Salman Abedi, de 22 anos, de origem líbia e nascido em Manchester. A polícia considera que ele poderia ter contado com uma rede de apoio, pela qual elevou ao máximo o nível de alerta terrorista no país.

A polícia de Manchester desdobrou agentes em torno da mesquita de Didsbury, no sul da cidade, que supostamente era frequentada por Abedi e alguns de seus parentes.

Diante da falta de informação oficial, a imprensa começou a revelar detalhes da biografia de Salman Abedi, que aparentemente foi estudante da Universidade de Salford até setembro, quando deixou os estudos. Veículos de comunicação afirmam que ele parece ter se radicalizado recentemente. / EFE

Veja abaixo: Novas detenções após atentado de Manchester

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