Moradores de região atacada ajudaram vítimas em Londres

Estabelecimentos comerciais e casas do bairro de Borough abriram suas portas para abrigar turistas durante noite do atentado terrorista

O Estado de S. Paulo

04 de junho de 2017 | 20h27

Quando Sue Brinklow correu para dentro do pub The Lord Clyde durante a noite de sábado, durante os ataques à Ponte de Londres, ela estava entre centenas de pessoas que encontraram segurança e um lugar para dormir na vizinhança de Borough, conhecida por seu mercado milenar e por ter sido cenários de diversos filmes.

Brinklow, de 51 anos, e seu marido, Steve, estavam tentando voltar ao hotel quando ela foi afastada pelos policiais que estavam atendendo ao chamando de ataque que havia matado sete pessoas e feridos muitos outros. Cordões foram jogados em meio ao caos e centenas de pessoas foram deixadas presas naquela região. 

Foi quando a porta do pub The Lord Clyde foi aberta.

"O proprietário nos disse: 'venham pra dentro e tomem uma bebida. Tudo ficará bem'", contou Brinklow. "Nós não precisamos pagar pelas nossas bebidas. Ele disse: 'apenas fiquem à vontade'. E quando descobrimos quão séria era a situação (lá fora), apenas ficamos lá."

Pubs, restaurantes, hotéis e casas na região de Borough ofereceram abrigo em uma demonstração de hospitalidade que muitos dizem ser típica daquela vizinhança no sul de Londres. Por todo o bairro, moradores locais ofereceram seus sofás nas redes sociais, e gerentes de hotéis levaram turistas exaustos a quarto extras, espaços de restaurantes e salas de convenções.

Richard Orme, de 40 anos, estava em um grupo de quatro pessoas que receberam abrigo em um hotel da região. Ele disse que o lugar estava cheio de visitantes na mesma situação. "Havia pessoas dormindo em sofás na recepção e no restaurante", conta. / AP

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