Moradores do norte pedem renúncia de Olmert por erros em conflito

Habitantes do norte de Israel, quedurante os confrontos com a milícia do Hezbollah ficaram em abrigosantiaéreos mal ventilados, chegaram nesta quinta-feira a Jerusalém para se unir amilhares de reservistas militares que exigem a renúncia doprimeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e de seu ministro daDefesa, Amir Peretz. Olmert e Peretz, que decidiram formar uma "comissão deespecialistas" formada por cinco generais na reserva e um industrialuma revisão dos erros, se negaram a princípio a uma investigaçãojudicial e independente. Essa comissão, presidida pelo general Amnon Lipkin Shajak,abandonou sua missão depois do primeiro dia de deliberações, e sob acrescente pressão da opinião pública e do Parlamento (Knesset), paraque haja uma investigação estatal. Neste último caso, uma investigação presidida por um juiz da Suprema Corte poderia tomar medidas contra os responsáveis. Desde que começou o cessar-fogo com a milícia xiita libanesaHezbollah, no último dia 14, muitos reservistas denunciam diariamenteseus chefes por falta de idoneidade e indecisão, por receber ordenscontraditórias e não ter equipamentos adequados para o combate, einclusive por falta de alimentos. Funcionários próximos ao chefe do Governo informaram nesta quinta-feira aosjornalistas que Olmert decidirá no próximo domingo, no máximo, qualserá o tipo de investigação que ordenará. Além dos reservistas de vários regimentos de prestígio e doscivis que chegam do norte do país, também participam do protestoativistas de uma organização independente que zela pela "qualidadedo poder". Se por fim o Governo decidisse uma investigação judicial, algunschefes militares, como o comandante das Forças Armadas, general DanHalutz, poderiam ter que contratar advogados para assessorá-los casofossem chamados para depor. Os manifestantes devem se concentrar na praça Agranat, emJerusalém, em frente ao palácio de Justiça, para expressar suarejeição à frágil coalizão de Olmert, que está há mais de quatromeses no poder. Alguns setores políticos, especialmente da direita - na oposiçãoparlamentar -, não descartam a possibilidade de uma antecipação daseleições devido à crise.

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