AFP PHOTO / Paul ELLIS
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Moradores do prédio que pegou fogo em Londres serão realocados para apartamentos de luxo

Propriedades adquiridas pelo governo britânico para sobreviventes da tragédia estão localizadas em uma região onde os preços dos imóveis oscilam entre 1,5 milhão e 8,5 milhões de libras

O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2017 | 12h32

LONDRES - As pessoas que foram afetadas pelo incêndio do dia 14 em uma torre residencial de Londres, onde mais de 70 pessoas morreram ou estão desaparecidas, serão realocadas para um bloco de apartamentos de luxo próximo ao local do incidente, anunciou nesta quarta-feira, 21, o governo britânico.

O ministro de Comunidades britânico, Sajid Javid, revelou que os sobreviventes da tragédia, ocorrida no bairro de Kensington, a oeste da capital britânica, serão encaminhados para os 68 apartamentos de um ou dois dormitórios em uma das áreas mais ricas da capital.

As famílias que moravam na Torre Grenfell ficaram desabrigadas e perderam todos os pertences depois que o edifício de 24 andares e 120 apartamentos pegou fogo. As causas da tragédia ainda estão sendo investigadas.

As propriedades adquiridas pelo governo britânico estão localizadas em uma área onde os preços dos imóveis oscilam entre 1,5 milhão e 8,5 milhões de libras (€ 1,3 milhão e € 9,6 milhões). O bloco onde irão residir as vítimas do incêndio conta com um porteiro 24 horas e uma sala de cinema, segundo informações do site oficial da administradora do edifício.

O departamento para Comunidade e Governo local espera que “estas novas propriedades se tornem uma opção de moradia, de maneira permanente, para os residentes da Torre Grenfell. Ele também revelou que o governo colocou à disposição fundos adicionais para que os apartamentos estejam prontos até o fim de julho.

O anúncio chega em um momento no qual a primeira-ministra britânica, Theresa May, recebe diversas críticas em razão da resposta dada pelo governo à tragédia. A premiê já ordenou um inquérito sobre o incêndio. Até o momento, sabe-se apenas que o material empregado no revestimento do edifício - polietileno - está proibido na Europa e no Reino Unido. / EFE

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