Moradores vão tomar campo de gás da Repsol na Bolívia

Habitantes de uma província no sul da Bolívia disseram na quarta-feira, 4, que tomarão o campo de gás natural Margarita, operado pela petroleira Repsol-YPF, agravando um conflito regional pelos futuros direitos de exploração da jazida, informou a imprensa local.A tomada se realizará na quinta-feira, 5, e se seguirá a um bloqueio de gasodutos internos já em vigor. O bloqueio não afetava as vitais exportações de gás natural para Brasil e Argentina. Mas submetia Tarija, capital do departamento de mesmo nome onde se encontra o campo de Margarita, a um severo racionamento de energia.O conflito pelo campo de gás e greves de fome de passageiros prejudicados pela suspensão de vôos para a Espanha criaram um ambiente de tensão na Bolívia em plena Semana Santa, feriado muito popular também no país andino."A tomada do campo de Margarita que foi decidida nesta noite (de quarta-feira) será pacífica e já estão se deslocando grupos de moradores que também bloquearam os caminhões que transportam o petróleo da jazida", disse a uma rádio local o dirigente cívico Jorge Monoplano, da província O´Connor.O Margarita ainda não é explorado em grande escala, mas o governo anunciou que a espanhola Repsol-YPF e seus sócios investirão dezenas de milhões de dólares na jazida, cujo gás será destinado principalmente ao nordeste argentino sob um contrato binacional já assinado.Segundo a lei boliviana, 45 por cento dos lucros gerados pela futura exportação do campo de Margarita, calculadas em pelo menos 100 milhões de dólares anuais, ficarão para a província que ganhe a disputa pela posse do campo.

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