Morales comemora 'descolonização' da Bolívia

O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou nesta sexta-feira que, sob seu governo, os bolivianos começaram a se descolonizar dos Estados Unidos, enfatizando que antes de sua chegada ao poder os presidentes do país precisavam consultar a embaixada norte-americana antes de nomear ministros e comandantes do exército e da polícia.

AE, Agência Estado

12 de outubro de 2012 | 19h09

Os comentários de Morales foram feitos durante discurso no palácio do governo para comemorar os 520 anos do descobrimento da América por Cristóvão Colombo. Depois que Morales, o primeiro indígena a governar a Bolívia, chegou ao poder, a data passou a ser chamada de Dia da Descolonização.

Morales observou que antes, os políticos, militares e policiais bolivianos vinculados à Embaixada dos EUA era "admirados e todo-poderosos"; hoje, ao manterem tais relações, elas são consideradas espúrias.

"Começamos a nos descolonizar no cenário político e também no econômico", declarou Morales, referindo-se à nacionalização dos hidrocarbonetos. "Agora estamos a caminho da descolonização cultural."

Mike Hammer, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, considerou os comentários de Morales como "nada construtivos", mas expressou a vontade norte-americana de "manter com a Bolívia uma relação que facilite trabalhar temas de preocupação mútua, como combate ao narcotráfico, inclusão social e prosperidade econômica".

No fim de 2008, Morales expulsou o embaixador norte-americano em La Paz e a agência antidrogas dos EUA por suspeita de envolvimento em uma conspiração com a oposição conservadora a seu governo. As informações são da Associated Press.

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