Morales diz que investiga espiões da CIA na Bolívia

O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse que um suboficial das Forças Armadas e outros membros da polícia mantêm "contato com a CIA". Morales assegurou que está realizando uma investigação sobre o fato. "Pessoalmente decidi prosseguir (investigando), porque não é para defender Evo Morales, mas para defender a pátria", disse o presidente neste sábado, durante encontro com chefes militares. Não foram dados detalhes nem os nomes dos supostos envolvidos.

AE-AP, Agencia Estado

14 de março de 2009 | 18h25

Na semana passada, o governo boliviano expulsou o segundo-secretário da embaixada dos Estados Unidos em La Paz, Francisco Martínez. Ele foi acusado de conspirar com oposicionistas.

Morales afirma que Martínez também manteve contatos com o destituído ex-gerente de Comercialização da estatal petrolífera (YPFB), Rodrigo Carrasco, a quem acusou de ser um agente infiltrado da CIA. Carrasco foi demitido após a descoberta de um escândalo de corrupção que levou à queda do presidente da petrolífera, Santos Ramírez.

Autoridades norte-americanas rechaçaram várias vezes as acusações de Morales. O subsecretário de Estado para o Hemisfério Ocidental, Thomas Shannon, disse em Washington na sexta-feira que os EUA requerem "um diálogo diplomático total e de alta qualidade" para o restabelecimento pleno das relações com a Bolívia.

Morales expulsou o embaixador norte-americano e Rodríguez e suspendeu indefinidamente as operações da agência norte-americana antidrogas (DAS), após acusá-los de conspiração e espionagem.

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