Morales nomeia marxista e líder radical como ministros

O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou nesta segunda seu gabinete de 16 ministros - juntando indígenas, intelectuais da classe média e líderes sindicais. Ele apontou um jornalista marxista para dirigir o Ministério de Hidrocarbonetos (gás e petróleo) e um líder de protestos de rua para o novo Ministério das Águas.Morales conquistou a presidência após prometer colocar os recursos naturais da nação andina sob o controle do Estado, combater a corrupção e encerrar séculos de discriminação contra a maioria indígena. Durante a posse de seu gabinete, ele lembrou os ministros das grandes expectativas da população.A escolha de Andres Soliz Rada para ministro dos Hidrocarbonetos pode representar uma dura luta entre o governo de Morales e as companhias multinacionais de gás e petróleo que operam na Bolívia. Advogado e ex-membro do Congresso que defendeu duramente os recursos naturais da Bolívia como repórter do jornal El Diario, Soliz Rada será o responsável por renegociar os contratos de energia para que a companhia estatal de petróleo da Bolívia obtenha um maior controle e uma parcela significativamente maior dos lucros.O novo cargo de ministro das Águas ficará com Abel Mamani, um líder cívico radical, contrário às operações do consórcio europeu Suez nas cidades de El Alto e La Paz.

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