Morales sonha com uma América do Sul unida como a Europa

O presidente da Bolívia, Evo Morales, pediu aos líderes presentes à Cúpula Sul-Americana que sonhem com uma integração como a da União Européia para melhor enfrentar as imposições externas."Chegou a hora da verdade. Podemos pensar numa comunidade como a União Européia. Vi de perto que, quando há unidade, é possível enfrentar as imposições externas", disse Morales, ao abrir a reunião com Luiz Inácio Lula da Silva e outros cinco presidentes.O anfitrião disse aos presidentes presentes à reunião que eles têm a oportunidade "não só de sonhar, mas de tornar realidade a unidade sul-americana".As referências de Morales a "imposições externas" parecem se dirigir aos Estados Unidos. Para ele, estão acabando "as democracias subordinadas, submissas", e os "modelos econômicos de saque", que não solucionaram os problema de pobreza do continente. Durante seu discurso, ele defendeu um processo de integração baseado "nos povos" e nos movimentos sociais. Também lembrou as lutas realizadas em seu país por indígenas para formar uma "pátria grande" e as de outros líderes que buscaram a integração.Os fracassos em tentativas anteriores, afirmou, foram culpa de traições e atitudes "mesquinhas e individualistas". Por isso, a presença dos presidentes em Cochabamba era uma garantia de "unir a América do Sul".Foram à reunião, além de Morales e Lula, os presidentes do Chile, Michele Bachelet; da Guiana, Bharrat Jagdeo; do Peru, Alan García; do Uruguai, Tabaré Vázquez; e da Venezuela, Hugo Chávez. A Argentina mandou seu vice-presidente, Daniel Scioli, assim como o Equador, representado por Carlos Serrano.Como convidados foram os presidentes eleitos do Equador, Rafael Correa, e da Nicarágua, Daniel Ortega. Faltaram os presidentes da Argentina Nestor Kirchner; Colômbia, Álvaro Uribe; Equador, Alfredo Palacio; Paraguai, Nicanor Duarte, e Suriname, Ronald Venetiaan.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.