Moreau será líder da UCR na Argentina

Dois meses depois da polêmica sobre a escolha do candidato presidencial da União Cívica Radical (UCR), o partido decidiu ontem à noite que seu representante nas eleições de 27 de abril será o deputado Leopoldo Moreau. O candidato à vice-presidência é o senador radical, Mario Losada, ex-presidente do Senado. A Justiça havia decidido que a eleição interna da UCR, realizada em 15 de dezembro passado, fosse repetida nos distritos de Chaco, Formosa e San Juan, devido à denúncias de de fraude , tanto por parte da fórmula Moreau-Losada, quanto de Rodolfo Terragno-Jaime Linares. Com a nova eleição, Terragno saiu perdendo em todas as províncias. Depois do fracasso do governo de Fernando de la Rúa, dificilmente a UCR conseguirá sobreviver a esta eleição, segundo os analistas. A disputa pela cadeira presidencial será mesmo entre os candidatos peronistas do Partido Justicialista (PJ). Se as eleições fossem hoje, o vitorioso seria Néstor Kirchner, mas não poderia evitar ir para o segundo turno com Carlos Menem. Pelo menos, esta é a projeção da última pesquisa realizada pela consultoria Equis, do sociólogo Artemio López.A pesquisa realiza várias simulações para o segundo das eleições, nas quais se impõe o governador de Santa Cruz que venceria , com maior vantagem, o ex-presidente Carlos Menem, e com menor vantagem, os candidatos Ricardo López Murphy, Adolfo Rodríguez Saá e Elisa Carrió, nesta ordem. A pesquisa foi feita durante a primeira quinzena de fevereiro, na cidade de Buenos Aires e adjacências, e nas províncias de Santa Fé, Córdoba, Tucumán e Mendoza, as maiores do país. Néstor Kirchner aparece com 16,4% da preferência do eleitorado, seguido por Carlos Menem, com 13,8%; Rodríguez Saá, com 12,9%; Carrió, com 11,1%; López Murphy, com 7,3%; e Rodolfo Terragno, com 2,5%. Leopoldo Moreau nem aparece na pesquisa. O grande paradoxo da pesquisa é que perguntados sobre em quem não votariam nunca, 70,3% dos entrevistados respondeu que em Menem, enquanto que somente 19,7% respondeu que não votaria em Néstor Kirchner. Já 30,3% nunca votariam em Elisa Carrió; 23,95 não votariam em Rodríguez Saá; e 21,7% não votariam em Murphy. Em uma das simulações, se Kirchner chegar ao segundo turno com Menem, o primeiro ganharia 45,9% contra 19,7%. No caso de Kirchner contra Rodríguez Saá, o resultado seria de 38,5% para o primeiro e 28,1% para o segundo. Kirchner contra Carrió obteria 38,6% contra 30,8%, respectivamente, num resultado mais apertado para o candidato oficial. Já numa disputa do segundo turno com o economista López Murphy, a vantagem de Kirchner seria mais folgada,de 40% contra 23,6%.

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