Morre, aos 80 anos, Charles de Gaulle

Desaparecimento do general e presidente que liderou a luta contra o nazismo abalou a França

Rose Saconi, O Estado de S.Paulo

10 Novembro 2010 | 00h00

Há 40 anos

Morreu o general De Gaulle. A França ficou viúva. Com essas palavras, o presidente Georges Pompidou anunciou em 10 de novembro de 1970 a morte, aos 80 anos, do homem que libertou a França do nazismo, presidiu o país durante 11 anos e devolveu a ela a grandeza.

A notícia da morte, ocorrida na noite anterior em consequência de um aneurisma cerebral, levou 14 horas para ser divulgada. A primeira reação da população foi de surpresa e incredulidade.

Estudantes esquerdistas ergueram vivas ao ser anunciada a morte do estadista. Eles enxergavam em De Gaulle um símbolo da "velha ordem" que precisava ser destruída. Georges Marchais, líder do Partido Comunista Francês, declarou ao Estado: "De Gaulle representava a política contra a qual lutamos." Entretanto, o general associou seu nome à resistência francesa que lutou contra os invasores nazistas. "É disso apenas que desejo me lembrar neste momento", acrescentou. De Gaulle foi sepultado no túmulo da família em Colombey-les-deux-Eglises, ao lado de sua filha Anne.

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