REUTERS/Mike Hutchings
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Morre aos 81 anos Winnie Mandela, ícone da luta antiapartheid

Ex-mulher de Nelson Mandela liderou a campanha pela libertação do líder sul-africano nos anos 70 e 80

O Estado de S.Paulo

02 Abril 2018 | 11h15
Atualizado 02 Abril 2018 | 18h03

JOHANNESBURGO - Morreu nesta segunda-feira, 2, aos 81 anos, Winnie Madikizela-Mandela, ativista antiapartheid e ex-mulher do líder sul-africano Nelson Mandela

+ Perfil: Winnie, a carismática e polêmica mulher de Nelson Mandela

Segundo assessores, ela foi vítima de uma "longa doença"."É com grande tristeza que informamos ao público que a sra. Winnie Madikizela Mandela morreu no hospital Milkpark de Johannesburgo na segunda-feira, 2 de abril", declarou Victor Dlamini, porta-voz de Winnie, em um comunicado.

Uma das principais líderes do Congresso Nacional Africano (CNA), Winnie liderou a campanha contra o apartheid e pela libertação de seu marido.

Quando Mandela deixou a prisão em 1990 ela o acompanhou e ergueu seus braços, numa das cenas mais simbólicas da luta contra o apartheid na África do Sul.

Repercussão

O ex-arcebispo anglicano sul-africano Desmond Tutu afirmou nesta segunda-feira que Winnie Mandela, a ex-mulher de Nelson Mandela, morta aos 81 anos, foi um grande símbolo da luta contra o regime racista do apartheid.

"Ela se negou a ceder ante a prisão do marido, a perseguição contínua à sua família por parte das forças de segurança, as prisões, as proibições", afirmou.

"Sua atitude de desafio me inspirou profundamente, assim como a gerações de lutadores", acrescentou o Prêmio Nobel da Paz em um comunicado./ AFP

 

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