Tim SLOAN / AFP
Tim SLOAN / AFP

Morre Donald Rumsfeld, arquiteto da invasão americana do Iraque em 2003

Ex-secretário de Defesa americano foi um dos protagonistas da invasão que levou ao conflito, no governo de George W. Bush

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2021 | 16h35

WASHINGTON - Morreu nesta quarta-feira, 30, aos 88 anos o ex-secretário de Defesa americano Donald Rumsfeld, um dos protagonistas da invasão que levou à Segunda Guerra do Iraque, no governo de George W. Bush (2001-2009). 

Depois de ter servido como chefe do Pentágono nos anos 70 no governo de Gerald Ford (1974-1976), Rumsfeld voltou ao comando do Departamento de Defesa em 2001. À época fazia parte da ala "neocon" do Partido Republicano, junto do então vice-presidente Dick Cheney e de Paul Wolfwitz. Na sua gestão, os EUA sofreram o atentado de 11 de setembro.

Coube a Rumsfeld supervisionar a invasão do Afeganistão no final daquele ano e a do Iraque, em 2004, sob forte crítica internacional. À época, Rumsfeld alegava que o ditador Saddam Hussein detinha armas de destruição em massa, o que nunca foi provado. 

Durante a ocupação, o Pentágono foi alvo de acusações de abusos de direitos humanos na prisão de Abu Ghraib. Rumsfeld na época também foi alvo de críticas pela lentidão na resposta à insurgência sunita. Ele acabaria sendo substituído no segundo mandato de Bush por Robert Gates.

"A História poderá recordá-lo por seus feitos extraordinários durante seis décadas de serviço público, mas quem o conhecia melhor (...) lembrará de seu amor inquebrantável por sua esposa, Joyce, sua família e amigos e a integridade de uma vida dedicada ao país", disseram os seus familiares em um comunicado.

George W. Bush expressou seus sentimentos pela morte de Rumsfeld, de quem lembrou como "um homem de inteligência, integridade e energia quase inesgotável", que "nunca empalideceu diante de decisões difíceis".

"Os Estados Unidos são mais seguros" graças a Donald Rumsfeld, disse Bush em um comunicado.  "Estamos de luto por um funcionário exemplar, um homem muito bom." /AFP e AP


 

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