Tina Fineberg/AP
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Morre, em Los Angeles, aos 86 anos, o escritor norte-americano Gore Vidal

Gore faleceu em casa, segundo familiares, em razão de complicações de uma pneumonia

Agência Efe,

01 de agosto de 2012 | 03h28

LOS ANGELES - O escritor, romancista, ensaísta e roteirista de cinema norte-americano Gore Vidal, morreu aos 86 anos nesta terça-feira, 31, na casa onde residia, em Los Angeles, Estados Unidos, em razão de complicações geradas por uma pneumonia, segundo familiares.

 

Gore é autor de "Juliano, Apóstata" e "Hollywood", entre outras obras. Como roteirista de cinema, Vidal escreveu os textos de "Calígula" (1979) e "Paris Está em Chamas?" (1966), tendo muito sucesso também como autor de peças de teatro. Candidato eterno ao Nobel da Literatura, Vidal era primo de Al Gore e meio-irmão de Jacqueline Kennedy.

 

O norte-americano era considerado um dos intelectuais mais críticos à política oficial de seu país, junto a Susan Sontag, Noam Chomsky e Norman Mailer. Ao lado de Mailer e Truman Capote, também era tido como um dos melhores escritores e pensadores dos Estados Unidos.

 

Vidal foi um ávido escritor e frustrado político cuja produção literária girou em torno do romance histórico, da sátira sobre o estilo de vida dos americanos e da ficção científica. Em 1993, obteve o Prêmio Nacional do Livro dos Estados Unidos por seu ensaio "United States Essays, 1952-1992".

 

No campo da política, Vidal não conseguiu o mesmo sucesso. Nos anos 60, teve um papel muito ativo dentro das fileiras mais liberais do Partido Democrata e se apresentou sem sucesso para o posto de congressista pelo estado de Nova York. Entre 1970 e 1972, presidiu o People's Party (de tendência liberal), e em 1982 se apresentou como senador pela Califórnia e ficou perto de conquistar uma cadeira no Congresso ao obter mais de 500 mil votos.

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