Morre ex-espião russo supostamente envenenado em Londres

Morreu na noite desta quinta-feira o ex-espião russo Alexander Litvinenko, supostamente envenenado em Londres havia três semanas. A informação foi divulgada pelo University College Hospital, no na qual Litvinenko estava internado. O ex-espião, de 43 anos, era crítico do ex-presidente russo Vladimir Putin, e estava em estado debilitado desde a noite de quarta, quando sofreu um ataque do coração. Envenenamento Os médicos que o trataram informaram ser impossível afirmar com precisão a causa da morte. O ex-espião teria sido envenenado em um encontro com duas fontes russas, uma delas desconhecida, quando jantava em um hotel londrina. Ele estava investigando a morte da jornalista russa Anna Politkovskaya, também crítica do governo de Putin, e assassinada em Moscou em 7 de outubro. A polícia antiterror britânica está investigando o caso desde a última semana, quando o hospital informou que ele poderia ter sido envenenado. Mais tarde, especialistas que o tratavam divulgaram que não há uma indicação precisa sobre que substância envenenou Litvinenko, mas que não seria tálio ou uma substância radioativa. Depois do encontro com os informantes russos, os cabelos de Litvinenko caíram, sua garganta ficou inflamada e seus sistemas imunológico e nervoso foram afetados. Os amigos de Litvinenko acusam o governo russo de estar por trás do envenenamento, mas Moscou nega as alegações. O ex-espião morava em Londres desde 2000, quando pediu asilo à Grã-Bretanha.

Agencia Estado,

23 Novembro 2006 | 21h36

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