REUTERS/Marco Bello/File Photo
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Morre ex-ministro do Petróleo detido na Venezuela

Nelson Martínez, que tinha problemas de saúde, estava preso pela acusação de corrupção

O Estado de S.Paulo

13 Dezembro 2018 | 00h00

CARACAS - O ex-ministro do Petróleo da Venezuela Nelson Martínez, detido por suspeita de corrupção, morreu nesta quarta-feira na prisão por problemas de saúde, confirmou a Procuradoria.

A morte de Martínez - que tinha problemas cardíacos - foi revelada inicialmente por Rafael Ramírez, ex-presidente da estatal PDVSA e crítico ao governo de Nicolás Maduro.

"Acaba de morrer Nelson Martínez (...), sequestrado e maltratado durante um ano por ordem de Maduro, que sabia da sua enfermidade crônica. Foi humilhado e teve negado o direito à defesa e à vida. Maduro, você é o responsável", escreveu Ramírez no Twitter.

Martínez, próximo a Ramírez, foi detido em 30 de novembro de 2017, quatro dias após sua destituição como ministro por Maduro. Também foi presidente da Petróleos da Venezuela (PDVSA).

No mesmo dia foi capturado Eulogio Del Pino, igualmente ex-ministro do Petróleo e ex-presidente da PDVSA.

Os dois foram denunciados pela Procuradoria de liderar uma rede de corrupção no setor de petróleo  venezuelano.

Ramírez foi presidente da PDVSA por uma década, entre 2004 e 2014, durante o governo do finado presidente Hugo Chávez (1999-2013), do qual fazia parte e círculo próximo. No final de 2017, Ramírez rompeu com Maduro.

O caso de Martínez não é inédito na Venezuela. Em 8 de agosto passado, o vereador opositor Fernando Albán morreu, segundo o governo, ao cair do 10.º andar da sede do serviço de inteligência em Caracas (Sebin), após ser detido por suposto envolvimento no alegado ataque contra Maduro utilizando drones carregados de explosivos.

O governo afirma que Albán cometeu suicídio, mas a oposição garante que morreu ao ser torturado durante interrogatório e depois foi jogado pela janela.

Outro líder opositor, Carlos Andrés García, morreu em 17 de setembro de 2017 por um AVC quando estava detido no Sebin.

O piloto Rodolfo González, conhecido como "El Aviador", se enforcou em sua cela em 2015, após ser capturado durante protestos contra Maduro que deixaram 43 mortos em 2014. Segundo a ONG de direitos humanos Foro Penal, na Venezuela há 288 "presos políticos". / AFP

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