Morre ex-secretário Warren Christopher

Secretário de Estado durante o governo Clinton, teve papel fundamental nas [br]negociações na Bósnia

AP, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2011 | 00h00

Warren M. Christopher, figura fundamental nas negociações de paz na Bósnia e no Oriente Médio como secretário de Estado dos Estados Unidos, morreu ontem aos 85 anos, informou um porta-voz do governo americano.

Christopher, que foi secretário durante a administração de Bill Clinton, morreu em sua casa, em Los Angeles, na noite de sexta-feira por complicações de um câncer .

Membro leal do Partido Democrata e advogado meticuloso, Christopher também supervisionou a impugnação de Al Gore na contagem de votos na Flórida durante as eleições presidenciais de 2000. Por cinco a quatro, a Suprema Corte, decidiu em favor de George W. Bush.

Quando se preparava para renunciar do cargo de secretário de Estado em 1996, Christopher disse que estava satisfeito por ter ajudado a deixar seu país mais seguro. Seu maior feito teria sido a luta contra testes nucleares e a proliferação de tecnologias bélicas. Foram mais de 24 viagens à Síria no esforço de promover um entendimento entre Damasco e Israel e reduzir as tensões no Oriente Médio.

Mas Christopher teve mais sucesso nas negociações que levaram ao acordo da Bósnia em 1995, pondo fim a uma guerra entre muçulmanos, sérvios e croatas que causou 260 mil mortes e deixou 1,8 milhão de desabrigados. Para alguns críticos, a Casa Branca atuou com lentidão. O democrata Frank McCloskey pediu a renúncia de Christopher e acusou o governo americano de se omitir diante do genocídio de bósnios muçulmanos. Vários funcionários da Secretaria de Estado se demitiram em protesto.

O presidente Jimmy Carter concedeu a Christopher a Medalha Presidencial da Liberdade, a mais importante condecoração civil de seu país. "Foi o melhor funcionário público que já conheci", escreveu. Christopher deixa a mulher e quatro filhos.

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