Hai Do/AFP
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Morre extremista condenado por atentado do World Trade Center em 1993

Omar Abdel-Rahman estava preso há mais de 20 anos por envolvimento em ataque que deixou seis mortos e mil feridos em Nova York

O Estado de S.Paulo

18 Fevereiro 2017 | 16h24

Morreu na manhã deste sábado, 18, o clérigo egípcio Omar Abdel-Rahman,conhecido como "sheik cego". Na cadeia há mais de 20 anos, ele foi condenado em 1995 a prisão perpétua por envolvimento em atentados terroristas nos Estados Unidos, incluindo o de 1993 no World Trade Center, em Nova York, que deixou seis mortos e feriu mais de mil pessoas. 

Aos 78 anos, Abdel-Rahman morreu de causas naturais após ser atendido no Centro Médico Federal da cidade de Butner, na Carolina do Norte. Ele tinha diabete e problemas nas artérias coronárias e estava preso na penitenciária de Butner há 10 anos.

Os familiares do extremista foram avisados da morte por telefone. "Contatamos as autoridades norte-americanas e egípcias para repatriar o corpo", disse o seu filho Mohamed Omar.

Abdel-Rahman foi um dos principais líderes do radicalismo islâmico nos anos 1980 e 1990, clamando por ofensivas contra países supostamente contrários à instalação de um governo muçulmano no Egito. Em 1986, ele foi preso e acusado de ser responsável pelo assassinato do presidente egípcio Anwar Sadat, em 1981.

Nos registros, ele costumava aparecer com um chapéu branco e vermelho e óculos escuros, que escondiam um olho gravemente afetado por complicações da diabete ainda na infância. Em 1990, mudou-se para os Estados Unidos, mesmo estando na lista do Departamento de Estado norte-americano de pessoas associadas ao terrorismo. Segundo autoridades do País, a permissão ocorreu após um erro de computador.

Vivendo em Nova York, continuou mantendo contato com outros radicais islâmicos por meio de fitas cassete e transmissões de rádio, pelos quais  propagandeava seus sermões. /AFP  e Reuters

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