Guillermo Legaria - 23.ago.2003/EFE
Guillermo Legaria - 23.ago.2003/EFE

Morre Gustavo Noboa, ex-presidente que dolarizou economia equatoriana

Político de centro assumiu o cargo após um golpe que uniu indígenas e militares, em 2000

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de fevereiro de 2021 | 19h37

QUITO - O ex-presidente equatoriano Gustavo Noboa morreu aos 83 anos. A gestão dele, de 2000 a 2003, foi marcada pela dolarização da economia equatoriana. “O Equador está de luto”, escreveu no Twitter o atual chefe do Executivo, Lenín Moreno.

O político de centro assumiu o mandato por sucessão constitucional, porque era vice-presidente quando, em janeiro de 2000, o então chefe de Estado Jamil Mahuad (1998-2000) foi destituído por um golpe que uniu indígenas e militares.

Moreno afirmou que Noboa foi um “amigo querido, um democrata respeitado, um formador moral da juventude, um patriota. Minhas condolências a sua família e amigos”.

Em março de 2000, com Noboa no comando do governo, o Equador adotou a dolarização como uma saída para uma profunda crise bancária, em um momento em que a alta dos preços ameaçava se transformar em hiperinflação. “Um presidente honesto e responsável que liderou com sucesso o país em tempos muito difíceis”, escreveu seu amigo pessoal, o ex-vice-presidente Alberto Dahik (1992-1995), no Twitter.

Noboa estava no Jackson Memorial Hospital, em Miami, onde foi operado no dia 9 de fevereiro para tratar um meningioma. Embora a cirurgia tenha sido um sucesso, seu quadro de saúde piorou e o ex-presidente sofreu um infarto ontem, segundo a imprensa local.

Noboa, advogado e professor universitário, foi governador de Guayas, cuja capital é sua cidade natal, Guayaquil. “O Equador perde um de seus melhores homens. Formador da juventude, estadista”, disse seu advogado, Joffre Campaña. / AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.