Morre idosa que contraiu antraz misteriosamente

A viúva Ottilie Lundgren, de 94 anos, que aspirou esporos de antraz - a mais perigosa forma de contaminação com a bactéria - morreu nesta quarta-feira no Hospital Griffin, de Derby, Connecticut, onde havia sido internada no início da semana, informou o governador John Rowland. É a quinta morte entre 14 infectados no país após os ataques terroristas de 11 de setembro."Um mistério envolve esse caso", ressaltou o governador de Connecticut. A viúva morava sozinha numa zona rural dedicada à criação de gado de corte, próxima da cidade de Oxford, e, segundo os vizinhos, caminhava com grande dificuldade. Até agora, só áreas densamente povoadas como Flórida, Washington, Nova York e New Jersey haviam sido atingidas.Tanto o Centro de Controle e Prevenção de Enfermidades (CDC) quanto o FBI não têm a menor idéia de como ocorreu a contaminação. Os casos anteriores tiveram origem em cartas enviadas pelo correio, com exceção de um: o da funcionária de um hospital de Nova York (a imigrante vietnamita Kathy Nguyen), que morreu em 31 de outubro."Não há nenhuma evidência de que os esporos vieram pelo correio e também não cremos que ela tenha contraído a doença no cabeleireiro", ressaltou o governador.Inicialmente, os médicos suspeitavam de pneumonia. Mas os exames revelaram antraz. Rowland determinou a vacinação de todos os 1,5 mil funcionários do correio, embora não haja evidência de que uma carta possa ter contaminado a mulher. "Os postos foram submetidos a rigorosas inspeções no dia 11" insistiu o governador.Havia pelo menos três semanas não se tinha notícia de um único caso no país. A morte da mulher reativou o temor de que os americanos possam estar sofrendo uma nova onda de ataques bioterroristas.Funcionários do CDC e agentes do FBI deslocaram-se para a região de Oxford e isolaram a casa da vítima. Eles procuram amostras de esporos e um possível veículo propagador da infecção. Também estão ouvindo depoimentos de parentes e vizinhos de Ottilie.O FBI e outros organismos de investigação dos Estados Unidos não têm pista sobre os repensáveis pelos ataques com antraz, mas suspeitam de "terrorismo doméstico"- praticado por cidadãos americanos.Leia o especial

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