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Morre manifestante atingida por tiro durante protestos em Mianmar

Mya Thwate Thwate Khaing foi baleada na cabeça no dia 9 de fevereiro e estava internada desde então; ela é a primeira pessoa a morrer desde que os militares tomaram o poder

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2021 | 03h58

NAYPYIDAW - Mya Thwate Thwate Khaing, uma manifestante de 20 anos ferida na semana passada durante os protestos em Mianmar, morreu nesta sexta-feira, 19. A informação foi confirmada pelo hospital em que estava internada e pelo irmão, Ye Htut Aung.

“Confirmamos sua morte às 11h desta manhã (horário local)”, disse o médico à AFP, acrescentando que seu corpo havia sido transferido para o instituto forense de Naypyidaw para exames. 

De acordo com o irmão da vítima, Mya levou um tiro na cabeça, em 9 de fevereiro, enquanto a polícia tentava dispersar uma multidão durante as manifestações.

Ela é a primeira pessoa morta desde que os militares deram um golpe de Estado por não aceitarem a derrota eleitoral em novembro do ano passado. O exército de Mianmar tomou o poder em 1º de fevereiro e prendeu a líder eleita Aung San Suu Kyi.

O porta-voz militar, agora vice-ministro da Informação, Zaw Min Tun, confirmou esta semana que Mya foi vítima de tiros e garantiu que as autoridades continuariam investigando o caso. Ela rapidamente se tornou um símbolo de resistência dos manifestantes.

Mais protestos

Protestos continuaram a ocorrer em Mianmar na última segunda-feira, 15, apesar de a junta militar ter intensificado as medidas de repressão.

Um novo bloqueio da internet foi decretado entre 1h e 9h de terça, 16, mais detenções de funcionários públicos e outros manifestantes ocorreram, além do uso de veículos blindados, pela primeira vez desde o início dos atos, nas ruas do centro de Yangon, na noite de domingo.

Em uma declaração conjunta, embaixadores de Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e União Europeia pediram aos militares que evitem a violência e condenaram as prisões de dissidentes, bem como a interrupção nas comunicações. / AFP e Reuters

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