Morre menino palestino ferido em confronto

Um menino palestino de 12 anos, que foi ferido na sexta-feira passada com tiros na cabeça, no acampamento de refugiados de Khan Yunis, na Faixa de Gaza, morreu hoje por conta dos ferimentos, informaram médicos palestinos. Os palestinos acusam o exército israelense de ter atirado no rapaz sem que ele tivesse feito nenhuma provocação. Os israelenses, por sua vez, dizem que o menino parecia um homem e que carregava uma grande bolsa em um local de conflito. Também hoje, tropas israelenses apoiadas por tanques invadiram o povoado palestino de Tel, onde mataram um militante islâmico durante um tiroteio e detiveram 45 habitantes, incluindo 16 procurados por Israel, informou o exército judeu. Após dez horas de ocupação, os soldados se retiraram do local. O líder palestino, Yasser Arafat, por sua parte, enviou uma mensagem a líderes árabes e muçulmanos pedindo-lhes apoio para o movimento contra Israel durante o mês sagrado muçulmano do Ramadã, que começará no próximo final de semana. Segundo a agência de notícias palestina Wafa, Arafat afirmou que os palestinos estão dispostos a continuar com sua luta contra Israel. Ontem, o líder palestino afirmou diante das Nações Unidas que faria "todo o esforço possível" para conseguir a paz. A incursão de hoje em Tel ocorreu apesar da pressão dos EUA para que Israel coloque um fim às incursões em territórios palestinos. Os tanques entraram em Tel, um povoado de 3.000 habitantes ao sul da cidade de Naplusa, às 2h30 (horário local). As tropas cercaram a casa de Muhammed Reihan, alto membro do grupo militante Hamas. Reihan fazia parte da lista de procurados de Israel desde 1998 pela morte de residentes no assentamento judeu próximo a Yitzhar. Reihan pegou um fuzil e saiu de casa, afirmou o tio dele, Said. A família ouviu disparos, mas não sabe quem atirou primeiro, acrescentou o tio. Reihan foi morto a tiros com balas de grosso calibre, disse um médico. O exército informou que durante a operação houve disparos contra seus soldados, que responderam ao fogo matando um dos atacantes. O exército acrescentou que os soldados detiveram 45 residentes de Tel, incluindo 16 procurados por Israel. Segundo testemunhas, um grande número de habitantes foi levado a duas escolas do povoado para que fosse verificada sua identidade. Alguns foram obrigados a se sentar no piso, com as mãos atadas e com capuzes na cabeça. Entre os detidos havia quatro irmãos de Reihan e um tio.

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